João Carreiro

Quando começou a cantar, o mato-grossense João Carreiro recebeu um conselho insólito pai, um admirador ortodoxo das modas caipiras. Para ter sucesso, deveria abrir mão das raízes e apostar em algo mais moderno, condizente com o sertanejo atual.
“Sempre escutei bastante disso. Até do meu próprio pai. Mas, como diz o outro, eu sou bem cabeça dura, e sigo firme no propósito”.
“Meu pai tinha uma fazendinha, lá pros lados de Primavera do Leste, no Mato Grosso. Todos os feriados e férias de escola a gente ia pra lá. Sertaneja mesmo, não tinha luz elétrica nem água encanada. Essa influência é muito grande na minha vida.”
Da solidão poética do campo até a música de raiz foi um pulo. “Cresci ouvindo Ronaldo Viola e João Carvalho, João Mulato e Pardinho. Mas, quando me apaixonei pela viola decidi que iria cantar, não tinha pretensão nenhuma de seguir profissionalmente. Era apenas para aprender as coisas que eu gostava.”